Ao perguntar o que é um gótico poder-se-á obter várias respostas diferentes e contraditórias, dependendo de como é formulada a pergunta; no entanto, cada resposta obtida pode representar uma parte válida desta subcultura. Gótico é mais que um conceito, é ao mesmo tempo um estilo de vida e uma filosofia que tem suas raízes no passado e no presente.
Esta tribo urbana é composta essencialmente por indivíduos de posturas incomuns com uma insaciável curiosidade pela cultura, intelectuais e socialmente pouco aceitos na expressão da sua arte, demonstrando assim o seu descontentamento pela falta de originalidade da sociedade moderna.



1.1. Origem

1.1.1 O Termo Gótico

Ao longo da história, o termo Gótico foi usado como adjectivo ou classificação de diversas manifestações artísticas, estéticas e comportamentais. Dessa maneira, podemos ter uma noção da diversidade de significados que esta palavra traz em si.

Originalmente, Gótico deriva-se de Godos, povo germânico considerado bárbaro que difundiu-se aproximadamente no ano 700 d.C. Como metáfora, o termo foi usado pela primeira vez no início da Renascença, para designar pejorativamente a tendência arquitectónica, criada pela Igreja Católica, da baixa Idade Média e, por consequência, toda produção artística deste período. Assim, a arquitectura foi classificada como gótica, referindo-se ao seu estilo "bárbaro", se comparado às tendências românicas da época.

1.1.2 Da Idade Média ao Romantismo

No século XVIII, como reacção ao Iluminismo, surge o Romantismo que idealiza uma Idade Média, que na verdade nunca existiu. Nesse período o termo Gótico passa a designar uma parcela da literatura romântica. Como a Idade Média também é conhecida como "Idade das Trevas", o termo é aplicado como sinónimo de medieval, sombrio, macabro e por vezes, sobrenatural. As expressões “Gothic Novel” e “Gothic Literature” são utilizadas para designar este subgénero romântico, que trazia enredos sobrenaturais ambientados em cenários sombrios como castelos em ruínas e cemitérios. Assim, o termo Gothicism (ou Goticismo), de origem inglesa, é associado ao conjunto de obras da literatura gótica.
Posteriormente, influenciado pela Literatura Gótica, surge o ultra-romantismo, um subgénero do romantismo que tem o tédio, a morbidez e a dramaticidade como algumas características mais significativas.

1.1.3 A Subcultura Gótica

No final da década de 70 surge a subcultura gótica influenciada por várias correntes artísticas, como o Expressionismo, o Decadentismo, a Cultura de Cabaré e Beatnick e cujos adeptos foram apelidados de “Darks”.

1.1.4 O Goticismo e a Subcultura

Nos meados da década de 90, emergiu uma corrente cultural caracterizada por alguns elementos comportamentais comuns ao romantismo do século XVIII, como a melancolia e o obscurantismo, por exemplo. Na ausência de uma classificação mais precisa, esta corrente foi denominada Cultura Obscura. Porém, de forma ampla e talvez até equívoca, o termo Goticismo também é usado para denominá-la.
Há algumas semelhanças entre Cultura Obscura e Subcultura Gótica. Mas há, também, diferenças essenciais que as tornam distintas. Por exemplo, a Cultura Obscura caracteriza-se por valores individuais e não possui raízes históricas concretas como a subcultura gótica.
Entre os apreciadores da Cultura Obscura, é possível determinar alguns itens comuns, como a valorização e contemplação das diversas manifestações artísticas. Além de uma perspectiva poética e subjectiva sobre a própria existência; uma visão positiva sobre a solidão, melancolia e tristeza; introspecção, entre outros.

1.1.5 Dos anos 70 à actualidade

Nos anos 70/80 do século XX as bandas punk tornaram-se mais sombrias e etéreas e a imprensa estendeu o termo “gótico” à música, também por associação. Finalmente, quando a música gótica atingiu uma categoria própria (em 1979), o termo “gótico” foi aplicado às pessoas que a ouviam, não devido a qualquer característica que estas tivessem, mas simplesmente pelo mesmo tipo de associação.
No entanto, não há dúvidas de que a manutenção das actividades do movimento gótico centra-se na esfera de lazer e do consumo, todavia, o fenómeno da globalização cristalizou realidades como a internet, multiplicando a interacção entre jovens de todas as partes do mundo em torno dos respectivos assuntos de interesse comum.
Entre os góticos a intensidade do fenómeno não é diferente, sites sobre a cultura gótica em geral multiplicam-se pela rede, tornando ilimitada a profusão e o acesso a informações sobre as actividades deste circuito.
Actualmente, a subcultura gótica permanece em actividade e em constante renovação cultural, que não se baseia apenas na música e no comportamento, mas em inúmeras outras expressões artísticas.

1.2. Personalidade

Sintetizar palavras num universo de questões filosóficas, espirituais e ideológicas que agem na razão humana, traz definições frágeis e incompletas da sua essência. Obscuro, Sombrio ou Gótico podem ser adjectivos de diversos contextos e conotações. Mas é, principalmente, o espelho que reflecte uma personalidade introspectiva.
Os góticos sempre associaram-se a movimentos musicais, literários e arquitectónicos, possuidores de um humor um tanto incompreendido, sendo assim difamados como depressivos pois vêm beleza e graça até nas coisas que, para uma sociedade comum, seriam tétricas, ou seja, aquilo que têm de belo e artístico é constantemente ignorado. Para os góticos, tristeza e melancolia não são sentimentos negativos: são apenas estados de espírito dos quais, muitas vezes, são fontes de inspiração.

“É magnífico poder optar por um estilo de vida que tanto celebra o lado mais obscuro da mente humana, esse lado negro que existe em todos nós. Somos uma espécie de auto-ridicularização de nós próprios. Abraçamos tudo o que a maior parte da sociedade despreza; o negro, as trevas, a escuridão, é tudo nosso.”
"A Cultura Gótica em Portugal - Os Novos Românticos" por Veja

Pode-se dizer que os góticos gostam da noite, da vida e também da morte, da literatura, da arte, da solidão, do ocultismo e do amor. O mundo dos góticos não pode ser muito estereotipado pois cada um define-se à sua maneira. Segundo Leandro Formagi, "o verdadeiro gótico é aquele que consegue enxergar a arte por trás da escuridão. É aquele que consegue transformar a tristeza e a melancolia em poesia". Já Ana Lucia Bertolani, acredita que quem tem a poesia obscura na alma e encontra refúgio na música, arte e estilo de vida que expressa obscuridade poética, pode se considerar gótico.
Os membros desta tribo frequentam cemitérios para ler, ouvir música ou apenas reflectir sobre a própria existência, aproveitando o aspecto de paz e tranquilidade e a arte das esculturas tumulares, por exemplo. É falso o conceito de que os góticos vão ao cemitério para roubar, destruir ou praticar rituais;
É impossível determinar se os membros da cultura gótica serão mais ou menos violentos, criminosos, confusos, artísticos ou atenciosos do que outras pessoas, mas a sua roupa e música levam a que sejam apelidados de satânicos, perigosos, obcecados com a morte e anti-naturais o que, na realidade, não é verdade.




“Preferimos deixar de lado os estereótipos ao deixar as nossas acções falar mais alto que as palavras. Dificilmente se verão pessoas mais pacíficas, cultas e educadas do que dentro desta cultura. Distinguimo-nos das outras subculturas maioritariamente pelo estilo visual e gosto musical. Vestimos negro porque é uma cor sóbria, que absorve todas as outras cores, tal como queremos absorver toda a imensidão da vida. Sabemos que existe um sinal de STOP no fim do caminho, que nos relembra que é necessário aproveitar cada dia como se fosse o último, sendo a morte apenas mais uma etapa inevitável do ciclo, que deve ser encarada com naturalidade. No que diz respeito a religião, cada um terá a sua.”
Veja, em"A Cultura Gótica em Portugal - Os Novos Românticos"

Ser gótico é, afinal, uma maneira de pessoas que tem interesses parecidos se encontrarem e terem um lugar a qual pertencer. Como a maioria das tribos urbanas, os góticos tentam sempre afastar quem não faz parte do seu grupo (os que são exageradamente pretensiosos e os posers). Mas também parece ser uma tribo simpática e confortável para aqueles que se encaixam no seu contexto, cheia de paciência e entusiasmo para acolher pessoas que se interessem verdadeiramente pelo estilo de vida dos seus membros.

“Desprezamos aqueles que souberam da cultura gótica através da comercialização da mesma, que tiveram a escolha de “mão-beijada”, aqueles que são pouco autênticos e que expõem demasiado uma cultura que preferia permanecer “underground”.(…). De qualquer forma, aconselha-se o comum dos mortais a continuar a baixar a cabeça ao passar na rua por um de nós. É que a maior parte dos nossos espinhos de metal está MESMO afiada.”
Veja, em"A Cultura Gótica em Portugal - Os Novos Românticos"
1.3 Ocultismo e Religião

Existe um grande preconceito no que diz respeito à religião dos membros desta tribo. Muitos acreditam, ou até mesmo confundem, o Gótico com o Satanismo devido as suas semelhanças. Porém, isso não passa de um erro comum: “gótico” não é sinónimo de “satânico” embora não se possa afirmar que estes dois conceitos sejam totalmente incompatíveis - Um satânico pode ser gótico mas um gótico não é obrigatoriamente satânico.

No que toca à religião, a cultura gótica é laica, ou seja, não é integrada à qualquer religião. Cada membro é livre para a escolha de crenças em qualquer tipo de Deus, porém, no gótico não se encontram pessoas dispostas a seguir religião que implique no apego a qualquer tipo de dogmas, principalmente os religiosos, regras onde se propõe o que deve vestir, ler, crer ou fazer.

“Pelo facto de estarem conscientes também da morte, muitos góticos tornam-se místicos. Um gótico não é obrigatoriamente satânico, cada um tem a sua própria religião. Há góticos cristãos, pagãos, ateus...satânicos. Tal como no resto da sociedade. A perspectiva é que é diferente. Deixa de ser “não vou pensar nisto porque tenho medo” para ser “até posso ter medo mas, se isto existe, o melhor é pensar no assunto”. A partir daí, a forma como cada um encara a existência é de facto muito pessoal.”
Autor Anónimo, em http://gotika.blogs.sapo.pt/arquivo/011498.html

Seja porque as religiões representam um poder opressor estabelecido, seja porque o sincretismo é uma característica do movimento gótico, há uma forte tendência ao paganismo entre os membros do movimento. Noutro aspecto, as latentes conexões com o vampirismo e a prática da magia conferem acentuadas características pagãs ao movimento.

1.3.1 O Gótico e o Vampirismo

Muitas pessoas associam os góticos ao vampirismo, devido à sua identificação com estas criaturas mitológicas. Um bom exemplo desta associação, é o romance “Drácula”, de Bram Stoker:

“Drácula” é genuinamente um romance gótico, todavia, levantou algumas considerações sobre a peculiar identificação dos Góticos com o príncipe das Trevas. O romance “Drácula” foi totalmente desenvolvido e aclimatado numa atmosfera gótica, mas muito além disso, observa-se que o comportamento do vampiro é a própria síntese do universo gótico. Tal qual um vampiro, é na noite que os góticos desenvolvem o Máximo de sua capacidade de expressão.
Drácula é essencialmente um ser introspectivo, angustiado com a sua própria condição existencial, vive inserido no contexto social isolado nos castelos ou nos porões. A imagem angustiada e apaixonada do solitário vampiro traduz com fidelidade os sentimentos daqueles que mesmo inseridos no contexto social, vivem entre as luzes e as trevas. Além do visual, estes e outros elementos definem a identificação dos góticos com o vampiro.

Há, no entanto, uma grande confusão no que toca à comparação entre o “Gótico” e o “Vampiro”, por ambos terem gosto pela vida nocturna, romantismo mórbido, a maneira de se vestir, caracterizadas por trajes antigos usados nos filmes. Mas principalmente porque um número significativo de góticos tem o hábito de frequentar cemitérios, mesmo durante a noite. Um costume que pode parecer estranho para quem não entende, mas que segundo Leandro Formagi é muito simples: nos cemitérios encontra-se paz. "É um local tranquilo, onde pode-se escrever poemas, sem barulhos ou medo de ser assaltado", afirma. Ainda segundo Formagi, o problema de frequentar cemitérios está nas pessoas que entram durante a noite para promover saques, acabando por levantar suspeita dos góticos, que utilizam o local apenas como fonte de inspiração, respeitando e de certa forma protegendo o cemitério. Ana Lucia completa a afirmação dizendo que "a fixação por cemitérios é maior no sentido intelectual, por expressarem a arte gótica e principalmente inspiração", mas Leandro finaliza: "O que é escuridão para a maioria, é a fonte de criação para os góticos".

1.4. Estilo

Os estilos das modas comerciais passam, pois não são ligadas a nada de substancial. Os estilos subculturais permanecem, pois fazem parte de um sistema (sub) cultural.
Quando alguns jornalistas e bandas usaram pela primeira vez o termo “Gótico” para comentar um estilo, talvez imaginassem que fosse apenas mais uma moda passageira. Mas hoje, mais de 25 anos depois, através dos símbolos emitidos inicialmente (talvez inconscientemente) pelos artistas e os seus trabalhos, tornou-se num sistema simbólico de representação do mundo que vai muito além da música e do visual.
Roupas pretas, gosto pela melancolia, tristeza, fazer saraus em cemitérios... podem ser características para se definir uma pessoa gótica. Mas será que realmente existe uma definição?

Á semelhança da personalidade, não existe uma verdadeira definição para o que é ter um estilo gótico; pois não é um movimento e assim não há características pré-definidas para serem listadas. No entanto, a forma de vestir dos membros desta subcultura tem traços em comum, fáceis de identificar.

1.4.1 Moda Gótica


Visual sombrio, com muito preto, maquilhagem carregada e pele pálida são características facilmente relacionadas com o estilo gótico, que há tempos influencia a moda com a sua estética misteriosa. Adaptar o visual gótico para roupas do dia-a-dia não é complicado bastando apostar no look predominantemente preto, combinado com acessórios de vários tons onde o vermelho é predominante, rendas, corpetes e sobretudos. A maquilhagem pode ser um pouco mais carregada, com pó ou base clara, lápis ou delineador preto e batom vermelho.

A maioria dos góticos usam preto como forma de se expressar fisicamente, mas variam em combinações de preto e outras cores. O estereótipo da moda gótica, às vezes denominado como visual romântico, apenas se encontra limitado pela imaginação e finanças do indivíduo, e pode muitas vezes incluir trabalhos elaborados de corseterie e conjugações de saias de baile, véus e mantos, utilização de eyeliner muito carregado, verniz preto, redes, cabelo armado e inspiração na moda Isabelina e Victoriana. Também são populares as calças de lycra justas, botas de biqueira de aço, camisas de folhos e qualquer coisa que tenha fivelas. De um modo geral, a natureza dos eventos ditará o estilo a adoptar.

Ambos os sexos usam maquilhagem extremamente elaborada. O cabelo normalmente surge em tons de azul/preto. Ainda há que notar a existência de semelhanças entre a base da moda gótica e a maioria da roupa usada pelo Metal, o que pode complicar as coisas no que toca a distinguir os indivíduos de cada um dos estilos. A moda da cultura gótica, evoluindo do espírito do Punk, tem uma forte componente “Do It Yourself”, ou seja, é comum que a roupa de cada indivíduo seja feita por ele próprio, pois há poucas lojas que vendam acessórios ou roupa deste estilo, e as que vendem são muito caras.

Sendo uma evolução da roupa Punk, a roupa gótica mantém algumas das suas antigas características, como, por exemplo, o hábito de rasgar ou cortar as peças, e depois reparar os “estragos” com alfinetes d’ama ou outros artefactos parecidos, de modo a recriar uma imagem relativa a certos géneros mais conotados com o Punk ou Industrial. Esta técnica cria um efeito de costura descosida, que pode também ser recriado utilizando várias fivelas ao longo da linha de corte


1.4.2 O Simbolismo e Acessórios

De certo modo, os talismãs e símbolos utilizados pelos góticos surgiram de religiões e filosofias antigas, muitas consideradas obscuras. Provavelmente, pelo facto da cultura gótica não pertencer a nenhuma religião e admirar essas filosofias. Entretanto, é bom lembrar que isso não é uma regra. Acima do significado religioso há o valor simbólico que esses objectos carregam.

O pentagrama, por exemplo, é muito usado pelos góticos. No começo, o seu significado era associado à verdade implícita do misticismo religioso e do trabalho divino. Porém, ervas e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas passaram a fazer parte do acervo farmacêutico de sábios e bruxas. Devido a isso, passou-se a usar o símbolo entrelaçado e invertido no trono do mestre dessas lojas. Em decorrência disso, o pentagrama foi levado ao conceito de bem e do mal, levando a Igreja Cristã a adoptá-lo como sendo uma representação simbólica do satanismo. As suas cinco pontas representam o ar, a água, a terra, o fogo e o espírito.


Já o Ank, com seu formato cruciforme, tem origem egípcia. Muitos vêem-no como uma representação do útero, com seu topo arredondado, símbolo da fertilidade. Era usado por Ísis, viúva e irmã de Osíris, guardiã e deusa da mágica e da morte que, também, possuía o poder de ressurreição. Também chamado de Chave do Nilo, o Ank tinha uma importância mítica muito interessante, onde representava as cheias periódicas do rio Nilo, fundamentais na sobrevivência dos povos egípcios.

Por fim, a maioria dos símbolos e talismãs usados pelos góticos tiveram sua origem no Oriente, e todos com significados filosóficos, míticos e espirituais.


1.5. Discriminação

Os góticos odeiam qualquer forma de discriminações, aceitam as diferenças individuais com naturalidade e recebem bem todos independentemente dos seus valores, crenças, situação económica ou orientação sexual. No entanto, esta tribo parece ser alvo de preconceito e discriminação por parte da sociedade que os apelida de criminosos, confusos, satânicos, perigosos, obcecados com a morte e anti-naturais.

Há também registo de inúmeras situações do dia-a-dia em que apreciadores do estilo gótico são postos de parte. Um exemplo de uma dessas situações é quando Dani Graves, de 25 anos, e Tasha Maltby, de 19, um casal de namorados góticos de Dewsbury foram impedidos de viajar num autocarro porque Dani passeia a sua namorada de trela. [fotografia do casal na figura]




“Haveria muito mais para dizer acerca do gótico, da cultura gótica, do movimento gótico, mas a partir daqui é a minha opinião pessoal e não aquilo que salta à vista. (…) Não quero que fiquem com a ideia, porém, que os góticos são um bando de gente depressiva. Ok, até podem ser, mas têm os seus momentos de alegria. Estar consciente das coisas más não é sinónimo de estar triste. Muitos de nós (góticos) fazem paródia disto, dizendo que o verdadeiro gótico é aquele que acorda a chorar e adormece a chorar e ainda por cima tem pesadelos, mas isso é paródia. Como é paródia dizer que o gótico é aquele que escreve poesia num papel negro, debaixo de uma luz negra, com uma caneta de tinta preta. Pode escrever poesia com caneta preta sob uma luz negra, mas bolas! O papel tem que ser branco senão não vê o que escreve!”
Autor Anónimo, em http://gotika.blogs.sapo.pt/arquivo/011498.html